Cerca de 75% das empresas não controlam o fluxo de caixa, um erro que pode custar a sobrevivência do negócio.
A falta de controle financeiro ainda é o principal vilão
Segundo a Serasa Experian, 75% das empresas brasileiras não controlam adequadamente o fluxo de caixa, e, conforme o IBGE, quase 60% fecham as portas em até cinco anos. Esses dados mostram que, mais do que vender bem, é preciso saber administrar o dinheiro que entra e sai do caixa.
Quem explica isso com clareza é Otavis Gomes, líder e analista financeiro do Ecossistema Go X, que tem ajudado empreendedores a entender melhor suas finanças e tomar decisões com base em dados reais. Para ele, o maior erro ainda é o mais básico: não acompanhar as entradas e saídas do negócio.

“Muita gente abre um CNPJ pensando apenas no lucro, mas esquece do essencial: controlar o dinheiro que entra e o que sai. Sem isso, o empreendedor fica no escuro, recebendo receitas, pagando despesas e sem saber se a empresa está realmente dando lucro”, explica Otavis. Ele ressalta que essa falta de visibilidade impede que o dono do negócio perceba se está crescendo ou apenas se mantendo.
Misturar o pessoal com o empresarial é um erro que custa caro

Outro ponto que aparece com frequência entre as empresas que não sobrevivem é a mistura entre as finanças pessoais e as da empresa. Otavis explica que cada uma precisa ter sua própria conta e seu próprio controle. Quando o empreendedor usa o dinheiro da empresa para cobrir despesas pessoais, ele acaba comprometendo o caixa sem perceber.
“Se o custo de vida do dono é de três mil reais e o custo fixo da empresa é de cinco mil, o faturamento precisa ser de pelo menos trinta mil reais para equilibrar tudo”, exemplifica. Segundo ele, é fundamental ter orientação contábil para definir corretamente o pró-labore, ou seja, o valor que o empreendedor retira mensalmente. Essa medida simples evita que o caixa da empresa fique sobrecarregado e ajuda a manter a saúde financeira em dia.
Vender bem não é o mesmo que lucrar

Muitos empreendedores acreditam que vender bastante é sinônimo de sucesso, mas, como alerta Otavis, vendas sem controle financeiro podem levar à falência. Ele explica que o primeiro passo para entender o real resultado é anotar todas as entradas e saídas, mesmo que seja em uma planilha simples.
“Se não tiver um sistema de gestão, comece com uma planilha no Excel. O importante é saber exatamente quanto está entrando e para onde o dinheiro está indo”, orienta.
Além disso, há os chamados custos invisíveis, que costumam passar despercebidos. “É aquele cafézinho a mais, a gasolina extra, o lanche do dia. Isoladamente, parece pouco, mas no fim do mês esses pequenos gastos somados viram uma bola de neve”, explica. Segundo ele, observar o consumo médio de água, luz e materiais também faz diferença no resultado.
Indicadores que todo empreendedor precisa acompanhar
Para não fazer parte dos 75% que não controlam bem as finanças, Otavis recomenda que todo pequeno empreendedor acompanhe alguns indicadores básicos. O primeiro é estudar o mercado em que atua, entendendo bem seus custos e margens. O segundo é buscar ajuda especializada, contratando alguém que entenda de finanças quanto antes. E o terceiro é ter uma contabilidade ativa, que mostre com clareza o que entra, o que sai e quanto deve ser destinado aos impostos.
“A contabilidade é quem mostra como está a saúde da empresa. É ela que dá o norte para o empreendedor saber se está no caminho certo”, reforça.
Três conselhos práticos para quem está começando
Sabendo que quase metade das empresas brasileiras fecha antes de completar três anos, Otavis deixa três conselhos fundamentais para quem está dando os primeiros passos no empreendedorismo. O primeiro é tomar cuidado com os investimentos iniciais. “Se você tem cem mil reais para começar, não invista tudo de uma vez. Elabore um planejamento, entenda o mercado e cresça aos poucos”, aconselha.
O segundo é planejar antes de expandir, evitando crescer sem estrutura. “Crescimento sem base sólida vira dívida”, alerta. E o terceiro é montar uma equipe de apoio, mesmo que pequena. “Ninguém faz tudo sozinho. Ter pessoas certas ao lado evita sobrecarga e aumenta as chances de sucesso.”
Um caso real que mostra o poder da boa gestão
Entre as experiências que marcaram sua trajetória, Otavis lembra de um caso que ilustra bem a importância de olhar para os números. Ele conta que trabalhou em um provedor de internet que tinha cerca de cinco mil clientes, mas apenas três mil pagavam em dia. “Dois mil estavam inadimplentes e o dono acreditava que não tinha como investir em cobrança, porque já estava endividado”, comenta.
Mesmo assim, Otavis decidiu agir. Criou, com apoio de um chatbot, um sistema automatizado de cobranças. “Em um mês, a receita cresceu 20%. No mês seguinte, mais 10%, e no terceiro chegamos a 40% de recuperação da base”, conta. Essa iniciativa simples e de baixo custo evitou que a empresa fechasse as portas e mostrou que soluções práticas podem gerar grandes resultados.
O papel do Ecossistema Go X na formação de empreendedores mais conscientes
Casos como esse mostram porque o trabalho de líderes como Otavis Gomes é tão importante dentro do Ecossistema Go X, que tem como um de seus pilares a educação financeira e a mentalidade empreendedora. A Go X oferece programas, mentorias e cursos que ajudam empreendedores a desenvolver visão estratégica, organizar suas finanças e criar negócios sustentáveis.
Empreendedores que participam dos programas da Go X aprendem a analisar seus resultados, estruturar o fluxo de caixa e tomar decisões com base em dados. O resultado é um crescimento mais sólido, com empresas que deixam de operar no improviso e passam a planejar o futuro com segurança.
Com essa base de conhecimento, o empreendedor se torna mais preparado para enfrentar crises, expandir de forma estruturada e aproveitar novas oportunidades. O Ecossistema Go X atua exatamente nesse ponto, transformar a mentalidade de quem empreende para que cada decisão financeira gere impacto real no negócio e na sociedade.
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