Em 2026, formar líderes passou a ocupar o topo das preocupações das empresas. Dados do relatório Tendências em Gestão de Pessoas, elaborado pela consultoria global Great Place To Work, mostram essa virada. Pela primeira vez, o desenvolvimento e a capacitação da liderança aparecem simultaneamente como o principal gargalo da área, apontado por 43,9% dos respondentes e como a maior prioridade estratégica do ano, com 57,4% das menções.
O maior desafio da gestão esse ano não está apenas em acompanhar a tecnologia, rever processos ou implementar inovação. O centro da questão, hoje, está na capacidade de formar líderes preparados para conduzir equipes, tomar decisões assertivas e sustentar resultados em meio à complexidade. Mais do que nunca, liderar deixou de ser apenas uma função de acompanhamento. Passou a ser uma competência estratégica.
Durante muito tempo, a discussão sobre liderança esteve fortemente associada a habilidades relacionadas à comunicação. Esses elementos continuam sendo relevantes, mas o contexto atual elevou o nível de exigência. Hoje, o mercado quer líderes humanos que saibam mobilizar pessoas, mas também entregar consistência, orientar a execução e responder com rapidez a cenários incertos.
Para Rodrigo Vieira, Gerente de Gente e Gestão do Grupo Go X, esse cenário revela uma mudança significativa na forma como as empresas precisam enxergar o papel de quem lidera. Segundo ele, o ponto de partida está na coerência entre discurso e prática. “Todas as empresas precisam fortalecer seus pilares, e um dos principais é a liderança. Mas não qualquer liderança, é a liderança pelo exemplo. Não é o que eu falo, é o que eu faço”, afirma.

Na avaliação do especialista, o crescimento sustentável das organizações está diretamente ligado à capacidade de formar pessoas que influenciam outras pessoas, independentemente do cargo que ocupam. “Quando a gente observa o mercado, as empresas que mais cresceram foram aquelas que tiveram pessoas fortes à frente. E essas pessoas são líderes, porque conseguem levar o time para um outro nível”, explica.
Segundo Rodrigo, dentro do Grupo Go X, esse princípio é aplicado na prática, com foco na construção de uma cultura baseada em exemplo e valores bem definidos. “O futuro das empresas são líderes fortes, preparados, mas acima de tudo humanos. Cada vez mais, a humanidade está sendo inserida dentro das empresas. São as pessoas que fazem os resultados acontecerem. Não é só dizer ‘faça isso’. Eu preciso ir lá e mostrar como se faz, e esse exemplo precisa estar conectado com os nossos valores no dia a dia”, afirma.
Esse cenário revela um ponto crítico, não basta ter bons profissionais. É preciso desenvolver líderes capazes de sustentar a estratégia na prática. Quando isso não acontece, os impactos se espalham rapidamente. Metas perdem força, conflitos aumentam, a comunicação falha e o time se desengaja. A liderança despreparada deixa de ser um problema individual e passa a comprometer toda a operação.
Por isso, o desenvolvimento de líderes deixou de ser tratado como uma iniciativa isolada e passou a ocupar um papel central na estratégia das empresas. Diante dessa mudança, ganha força a imersão A Nova Era, proposta que reúne formação, vivência prática e visão de futuro para preparar lideranças mais capacitadas, humanas e alinhadas às novas exigências do mercado.
“A Nova Era é um movimento que vai reunir especialistas que já viveram o processo. Pessoas que cresceram, caíram, levantaram de novo e entenderam o jogo de gente grande. Pessoas são a grande virada de qualquer negócio. Quando você investe em pessoas, você transforma resultados”, conclui Rodrigo Vieira.
A imersão se apresenta como um convite para quem quer se preparar, de forma consciente e estratégica, para os desafios desse novo tempo.
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