Em entrevista exclusiva, o videomaker e criador de conteúdo afirma que estratégia, profissionalismo e autoridade são essenciais para se destacar no online.
Uma trajetória de 15 anos no audiovisual
Com mais de 15 anos de experiência em produção de vídeo e fotografia, Fill Rocha consolidou seu nome como um dos principais videomakers do Brasil. Ao lado de sua parceira criativa e noiva, Cecilia Kraemer, percorreu o país e o mundo atendendo grandes marcas, artistas e projetos nacionais, sempre com olhar atento às transformações do audiovisual.
Em sua primeira visita a Teresina (PI), Fill participou do Takes Pro, imersão promovida pelo Ecossistema Go X, voltada para social medias, creators, empreendedores e profissionais que querem dominar a criação de conteúdo nas redes sociais. Em entrevista exclusiva ao Go X News, ele compartilhou sua visão sobre o mercado audiovisual no Brasil.
“Não existe saturação, existe filtro”
É justamente com essa bagagem que Fill fala com segurança e propriedade sobre o mercado audiovisual. Diferente do que muitos costumam acreditar, ele garante que não há saturação no setor. Na visão do especialista, o que realmente acontece é um processo de filtragem natural, que separa os profissionais mais preparados daqueles que ainda não encontraram o equilíbrio necessário.
“Eu não acho que o mercado está saturado. Quem une arte, gestão e profissionalismo se destaca. Quem não busca esse equilíbrio acaba achando que não há espaço, quando, na verdade, existem muitas oportunidades”, afirmou em entrevista exclusiva ao Go X News. Assim, segundo ele, o segredo para se manter relevante está na combinação entre talento criativo, organização e postura profissional.

Autoridade que atrai: a nova lógica da prospecção
Essa visão vai além da técnica. Para Fill, a verdadeira chave está em inverter a lógica da prospecção: não se trata de correr atrás do cliente, mas de construir autoridade e chamar tanta atenção que o cliente é quem procura o profissional. “Não é sobre como prospectar, mas sobre como fazer o cliente querer te prospectar”, resumiu.
Mais que “mobile”: a valorização do audiovisual

Ao olhar para o futuro, Fill é categórico ao rejeitar o termo “mobile”, que para ele reduz o valor do trabalho criativo. “Produção de vídeo é produção de vídeo, seja feita com celular, câmera de cinema ou qualquer outro equipamento. Quando você se define como ‘profissional mobile’, você diminui o peso do seu próprio trabalho. Eu sou videomaker. Se o cliente precisa de agilidade, eu uso o celular porque é rápido e dinâmico. Mas continua sendo produção de vídeo, e isso tem valor”, destacou.
Inteligência artificial como aliada criativa

Entre as tendências que moldam o setor, a inteligência artificial aparece como ferramenta indispensável. Fill vê na IA não uma ameaça, mas uma aliada. “Ela já resolve tarefas simples em segundos, mas o processo criativo continua humano. Quanto mais soubermos utilizá-la para otimizar o fluxo, mais conseguiremos entregar valor e nos destacar”, explicou.
Como precificar seu trabalho

Ao abordar a questão da precificação, o videomaker é objetivo e recorre a um exemplo que reflete a trajetória de muitos profissionais em início de carreira. Segundo ele, “se você não sabe quanto cobrar, cobre 50 reais. Faz o vídeo, entrega, aprende.” A partir dessa experiência inicial, o profissional pode evoluir gradualmente: “no próximo cliente, cobra 100. Depois 200.” Com o tempo, é possível ajustar os valores até alcançar um preço que realmente reflita a qualidade do próprio trabalho.
Ele alerta, no entanto, para um erro comum entre iniciantes: lotar a agenda com projetos mal remunerados e confundir isso com sucesso. Para ele, “muito melhor ter cinco bons trabalhos que paguem 10 mil reais por mês, do que dez trabalhos que exigem o dobro de esforço para o mesmo resultado.” Em sua visão, o verdadeiro sucesso está no equilíbrio entre a demanda e a valorização profissional.
Estratégia, profissionalismo e espaço para crescer
Com essa visão clara, que une experiência prática, leitura de mercado e espírito empreendedor, Fill Rocha mostra que o espaço para quem deseja viver de audiovisual é amplo, mas exige preparo e estratégia. Ao rejeitar rótulos, abraçar tendências e valorizar a profissionalização, ele aponta um caminho consistente para os criadores que desejam se destacar. “Mercado nenhum satura. O que existe é falta de estratégia. Quem sabe gerar valor e alinhar criatividade com gestão sempre vai encontrar o seu lugar”, concluiu.

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Podcast POD X | por Carine Paiva


