Rafael Pinheiro, o gerente de marca do Ecossistema Go X, participou nesta quarta-feira (1), do quadro de moda do programa Bom Dia News, exibido pela O Dia TV. Na entrevista, ele destacou como a forma de se vestir impacta comportamento, autoestima e oportunidades profissionais.
Rafael explicou que a roupa é um código visual capaz de transmitir mensagens silenciosas sobre identidade e posicionamento. Ele citou o conceito de enclothed cognition, da Universidade Northwestern (EUA), que mostra como a vestimenta influencia atitudes. No experimento mencionado, voluntários usaram o mesmo jaleco branco, mas com identificações diferentes: médico ou pintor. O grupo que acreditava vestir jaleco de médico apresentou maior foco e disciplina.

“Roupa é mensagem silenciosa. Cada peça transmite uma informação. Quando você entende isso de forma estratégica, consegue alinhar imagem e propósito”, afirmou Rafael.
Estilo e autoestima
Segundo ele, não existe padrão único na moda, uma vez que cada pessoa possui características e contextos diferentes. O ponto central, portanto, é a intenção por trás das escolhas e o autoconhecimento necessário para fazê-las de forma consciente. Nesse sentido, reconhecer o próprio estilo e respeitá-lo fortalece a autoestima, pois permite que a pessoa se sinta autêntica e segura em sua apresentação.
Além disso, pequenos ajustes estratégicos, como a escolha de cores adequadas ao tom de pele, o uso de acessórios que complementem o visual ou a inclusão de peças-chave no guarda-roupa, podem transformar completamente as percepções internas e externas. Assim, mesmo mudanças sutis têm o poder de gerar grande impacto na forma como nos vemos e como somos vistos pelos outros.
Imagem no trabalho
No campo profissional, a imagem desempenha um papel fundamental, pois reforça tanto a confiança pessoal quanto a credibilidade perante colegas e clientes. Rafael destacou que, especialmente na medicina, um médico bem-apresentado transmite não apenas competência técnica, mas também acolhimento e respeito ao paciente. Para ele, portanto, cuidar da aparência é também cuidar da experiência do outro, demonstrando consideração e profissionalismo.
Muitas vezes, contudo, competência e esforço não são suficientes se a imagem não estiver alinhada com as expectativas do ambiente e do público. É justamente nesse ponto que surge o conceito de equity visual, ou seja, quando a apresentação pessoal fortalece a percepção de valor profissional e, consequentemente, gera mais oportunidades de crescimento e reconhecimento na carreira.
Transformação e cores
Rafael mostrou diversos exemplos de transformações visuais em que intervenções como cortes de cabelo adequados, maquiagem bem aplicada e roupas alinhadas ao tipo de corpo revelaram versões muito mais confiantes e expressivas das pessoas. “A roupa pode resgatar autoestima e despertar o desejo de aparecer, de se mostrar ao mundo. É uma ferramenta poderosa de validação visual”, afirmou.
Ele também abordou em profundidade a psicologia das cores e seu impacto na comunicação não verbal. Tons sóbrios, como azul-marinho e preto, transmitem seriedade e autoridade, sendo ideais para contextos corporativos mais formais. Já as cores claras sugerem leveza, acessibilidade e abertura ao diálogo. Por outro lado, tons vibrantes reforçam criatividade, energia e ousadia, sendo apropriados para ambientes mais descontraídos ou criativos. Para o gerente de marca, portanto, cores bem usadas e escolhidas estrategicamente ampliam consideravelmente a força da imagem pessoal, contribuindo para que a mensagem desejada seja transmitida de forma eficaz.
Estratégia visual
Para Rafael Pinheiro, moda vai muito além de tendências ou preferências pessoais: é, acima de tudo, estratégia de posicionamento e comunicação. Pensar conscientemente na mensagem transmitida pelas roupas deve ser parte integrante do processo diário de escolha do que vestir. “Não adianta simplesmente dizer ‘esse é meu estilo e todos precisam aceitar’. Roupa é estratégia, é ferramenta de comunicação”, enfatizou. Quando você entende profundamente o impacto que a vestimenta tem no comportamento alheio e na percepção que as pessoas formam sobre você, passa a utilizá-la de forma intencional como ferramenta para abrir portas, conquistar oportunidades e construir a imagem que deseja projetar no mundo”, concluiu.

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